Frases Indiretas para Pessoa Amada



Autores relacionados:Fernando Pessoa, Álvaro de Campos ( Fernando Pessoa ),
autor O doçurinha Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida. Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver. Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!. Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase. O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei. Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade! Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim. No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você. Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã. Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades. Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é? E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando. Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver. (Tati Bernardi)

Conceitos relacionados: ultrapassar doçurinha apesar doçura nenhuma doçurinha

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Por: admin
autor O doçurinha
Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida.
Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver.
Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!.
Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase.
O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei.
Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade!
Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim.
No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você.
Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã.
Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades.
Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é?
E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando.
Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver.
(Tati Bernardi)

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autor EU APRENDI que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha; EU APRENDI que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo; EU APRENDI que ser gentil é mais importante do que estar certo; EU APRENDI que nunca se deve negar um presente a uma criança; EU APRENDI que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajuda-lo de alguma outra forma; EU APRENDI que não importa quanta seriedade a vida exija de você,cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto; EU APRENDI que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender; EU APRENDI que os passeios simples com meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão quando eu era criança fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto; EU APRENDI que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos; EU APRENDI que dinheiro não compra classe; EU APRENDI que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular; EU APRENDI que debaixo da casca grossa existe uma pessoa que deseja ser apreciada,compreendida e amada; EU APRENDI que Deus não fez tudo num só dia; O que me faz pensar que eu possa? EU APRENDI que ignorar os fatos não os altera; EU APRENDI que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você; EU APRENDI que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; EU APRENDI que a maneira mais facil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu; EU APRENDI que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso; EU APRENDI que ninguem é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa; EU APRENDI que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; EU APRENDI que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. EU APRENDI que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; EU APRENDI que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las; EU APRENDI que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência; EU APRENDI que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; EU APRENDI que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte; EU APRENDI Que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer (Shakespeare)

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Por: admin
autor OS HOMENS DESEJAM AS MULHERES QUE NÃO EXISTEM Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de objetos, produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus. O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!... Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem. A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens? Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os olhos de esmeralda nadando em leite (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela? Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: Seja feia... Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva. Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: She needs no food nor stupid conversation. Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade. A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece libertar as mulheres. Ilusão à toa. A libertação da mulher numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso mercado da liberdade. É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile? (Arnaldo Jabor)

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autor Crônica de um amor anunciado Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade. O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João. A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também? O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente a casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita. O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado. (Martha Medeiros)

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autor Frase de Realização de um Sonho Encontrados 730 frases e pensamentos: frase realização sonho Tenho em mim todos os sonhos do mundo Fernando Pessoa Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 925 pessoas Mais InformaçãoSonhar é acordar-se para dentro. Mário Quintana Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 430 pessoas Mais InformaçãoSonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida. Che Guevara Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 242 pessoas Mais InformaçãoNós somos do tecido de que são feitos os sonhos. William Shakespeare Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 162 pessoas Mais InformaçãoO futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Elleanor Roosevelt Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 140 pessoas Mais InformaçãoNunca se afaste de seus sonhos. Porque se eles forem, você continuara vivendo, mas terá deixado de existir. mark Twain Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 98 pessoas Mais InformaçãoSe podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade. Walt Disney Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 96 pessoas Mais InformaçãoGosto daquele que sonha o impossível. Johann Goethe Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 67 pessoas Mais InformaçãoFica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis e de caminhar livremente em direção aos sonhos. Luciano Luppi Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 16 pessoas Mais InformaçãoAs Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais! Bob Marley Adicionar à minha coleçãoNa coleção de 4202 pessoas Mais InformaçãoO Amor... É difícil para os indecisos. É assustador para os medrosos. Avassalador para os apaixonados! Mas, os vencedores no amor são os fortes. Os que sabem o que querem e querem o que têm! Sonhar um sonho a dois, e nunca desistir da busca de ser feliz, é para poucos!! (Cecília Meireles)

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Por: admin
autor Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos. Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível. Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro. Só não estamos de quatro, urrando no bosque, porque o sentimento de culpa nos salva. No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. A morte de um velho amigo é uma catástrofe na memória. Todas nossas relações com o passado ficam alteradas. Deus só freqüenta as igrejas vazias. Copacabana vive, por semana, sete domingos. Não ama seu marido? Pois ame alguém, e já. Não perca tempo, minha senhora! A fome é mansa e casta. Quem não come não ama, nem odeia. Todo ginecologista devia ser casto. O ginecologista devia andar de batina, sandálias e coroinha na cabeça. Como um são Francisco de Assis, com a luva de borracha e um passarinho em cada ombro. A verdadeira grã-fina tem a aridez de três desertos. No passado, a notícia e o fato eram simultâneos. O atropelado acabava de estrebuchar na página do jornal. Não reparem que eu misture os tratamentos de tu e você. Não acredito em brasileiro sem erro de concordância. Nossa ficção é cega para o cio nacional. Por exemplo: não há, na obra do Guimarães Rosa, uma só curra. Os magros só deviam amar vestidos, e nunca no claro. Um filho, numa mulher, é uma transformação. Até uma cretina, quando tem um filho, melhora. O cardiologista não tem, como o analista, dez anos para curar o doente. Ou melhor: - dez anos para não curar. Não há no enfarte a paciência das neuroses Não há ninguém mais vago, mais irrelevante, mais contínuo do que o ex-ministro. Nunca a mulher foi menos amada do que em nossos dias. O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento. Enquanto um sábio negro não puder ser nosso embaixador em Paris, nós seremos o pré-Brasil. Se eu tivesse que dar um conselho, diria aos mais jovens: - não façam literatice. O brasileiro é fascinado pelo chocalho da palavra. Qualquer menino parece, hoje, um experimentado e perverso anão de 47 anos. Quero crer que certas épocas são doentes mentais. Por exemplo: - a nossa. Sexo é para operário. Desconfio muito dos veementes. Via de regra, o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade. Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista. (Nelson Rodrigues)

Conceitos relacionados: normal falta pessoa vezes tarado

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