Frases Loucas de Amizade



autor Aprendi que se Aprende Errando Encontrados 705 frases e pensamentos: aprende aprendi errando Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! (William Shakespeare)

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autor O doçurinha Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida. Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver. Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!. Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase. O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei. Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade! Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim. No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você. Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã. Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades. Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é? E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando. Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver. (Tati Bernardi)

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Por: admin


autor O doçurinha
Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida.
Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver.
Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!.
Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase.
O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei.
Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade!
Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim.
No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você.
Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã.
Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades.
Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é?
E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando.
Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver.
(Tati Bernardi)

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autor Uma mulher entre parênteses Tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação Era como ela catalogava as pessoas: através dos sinais de pontuação. Irritava-se com as amigas que terminavam as frases com reticências... Eram mulheres que nunca definiam suas opiniões, que davam a entender que poderiam mudar de ideia dali a dois segundos e que abusavam da melancolia. Por outro lado, tampouco se sentia à vontade com as mulheres em estado constante de exclamação. Extra, extra! Tudo nelas causava impacto! Consideravam-se mais importantes do que as outras! Ela, não. Ela era mais discreta. A mais discreta de todas. Também não era do tipo mulher dois pontos: aquela que está sempre prestes a dizer uma verdade inquestionável, que merece destaque. Também não era daquelas perguntadeiras xaropes que não acreditam no que ouvem, não acreditam no que veem e estão sempre querendo conferir se os outros possuem as mesmas dúvidas: será, será, será? Ela possuía suas interrogações, claro, mas não as expunha. Era uma mulher entre parênteses. Fazia parte do universo, mas vivia isolada em seus próprios pensamentos e emoções. Era como se ela fosse um sussurro, um segredo. Como uma amante que não pode ser exibida à luz do dia. Às vezes, sentia um certo incômodo com a situação, parecia que estava sendo discriminada, que não deveria interagir com o restante das pessoas por possuir algum vírus contagioso. Outras vezes, avaliava sua situação com olhos mais românticos e concluía que tudo não passava de proteção. Ela era tão especial que seria uma temeridade misturar-se com mulheres óbvias e transparentes em excesso. A mulher entre parênteses tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação. Ela havia sido adestrada para falar para dentro, apenas consigo mesma. Tudo muito elegante. Aos poucos, no entanto, ela passou a perceber que viver entre parênteses começava a sufocá-la. Ela mantinha suas verdades (e suas fantasias) numa redoma, e isso a livrava de uma existência vulgar, mas que graça tinha? Resolveu um dia comentar sobre o assunto com o marido, que achou muito estranho ela reivindicar mais liberdade de expressão. Ora, manter-se entre parênteses era um charmoso confinamento. Minha linda, você é uma mulher que guarda a sua alma. Um dia ela acordou e descobriu que não queria mais guardar a sua alma. Não queria mais ser um esclarecimento oculto. Ela queria fazer parte da confusão. Mas, minha linda... E não quis mais, também, aquele homem entre aspas. (Martha Medeiros)

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autor Se possível, não devemos alimentar animosidade contra ninguém, mas observar bem e guardar na memória os procedimentos de cada pessoa, para então fixarmos o seu valor, pelo menos naquilo que nos concerne, regulando, assim, a nossa conduta e atitude em relação a ela, sempre convencidos da imutabilidade do carácter. Esquecer qualquer traço ruim de uma pessoa é como jogar fora dinheiro custosamente adquirido. No entanto, se seguirmos o presente conselho, estaremos a proteger-nos da confiabilidade e da amizade tolas. «Não amar, nem odiar», eis uma sentença que contém a metade da prudência do mundo; «nada dizer e em nada acreditar» contém a outra metade. Decerto, daremos de bom grado as costas a um mundo que torna necessárias regras como estas e como as seguintes. Mostrar cólera e ódio nas palavras ou no semblante é inútil, perigoso, imprudente, ridículo e comum. Nunca se deve revelar cólera ou ódio a não ser por atos; e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitado os primeiros. Apenas animais de sangue frio são venenosos. Falar sem elevar a voz: essa antiga regra das gentes do mundo tem por alvo deixar ao entendimento dos outros a tarefa de descobrir o que dissemos. Ora, tal entendimento é vagaroso, e, antes que termine, já nos fomos. Por outro lado, falar sem elevar a voz significa falar aos sentimentos, e então tudo se inverte. Com maneiras polidas e tom amigável, pode-se falar grandes asneiras a muitas pessoas sem perigo imediato. (Schopenhauer)

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