Frases Picantes para uma Mulher



autor Quem não dá assistência, abre concorrência Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o nível intelectual, cultural e, principalmente, liberal de sua mulher, namorada e etc. Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: corneado. Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu chifre em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma mulher moderna? A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo investigatório junto a essas mulheres modernas pude constatar o pior: VOCÊ SERÁ (OU É???) corno, a menos que: - Nunca deixe uma mulher moderna insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes adivinhatórios. Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. - Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de chifrudo. As mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente cheias de amor pra dar e precisam da presença masculina. Se não for a sua meu amigo... bem... - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As mulheres modernas têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? Nem pense em provocar ciuminhos vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um chifre tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS comedor do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi. - Tente estar menos cansado. A mulher moderna também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - dar uma, para depois, virar pro lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em baladas, se pegando em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A mulher moderna não pode sentir falta dessas coisas...senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão quem não dá assistência, abre concorrência. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele bonitão que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você! (Arnaldo Jabor)

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Por: admin
autor Uma mulher entre parênteses Tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação Era como ela catalogava as pessoas: através dos sinais de pontuação. Irritava-se com as amigas que terminavam as frases com reticências... Eram mulheres que nunca definiam suas opiniões, que davam a entender que poderiam mudar de ideia dali a dois segundos e que abusavam da melancolia. Por outro lado, tampouco se sentia à vontade com as mulheres em estado constante de exclamação. Extra, extra! Tudo nelas causava impacto! Consideravam-se mais importantes do que as outras! Ela, não. Ela era mais discreta. A mais discreta de todas. Também não era do tipo mulher dois pontos: aquela que está sempre prestes a dizer uma verdade inquestionável, que merece destaque. Também não era daquelas perguntadeiras xaropes que não acreditam no que ouvem, não acreditam no que veem e estão sempre querendo conferir se os outros possuem as mesmas dúvidas: será, será, será? Ela possuía suas interrogações, claro, mas não as expunha. Era uma mulher entre parênteses. Fazia parte do universo, mas vivia isolada em seus próprios pensamentos e emoções. Era como se ela fosse um sussurro, um segredo. Como uma amante que não pode ser exibida à luz do dia. Às vezes, sentia um certo incômodo com a situação, parecia que estava sendo discriminada, que não deveria interagir com o restante das pessoas por possuir algum vírus contagioso. Outras vezes, avaliava sua situação com olhos mais românticos e concluía que tudo não passava de proteção. Ela era tão especial que seria uma temeridade misturar-se com mulheres óbvias e transparentes em excesso. A mulher entre parênteses tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação. Ela havia sido adestrada para falar para dentro, apenas consigo mesma. Tudo muito elegante. Aos poucos, no entanto, ela passou a perceber que viver entre parênteses começava a sufocá-la. Ela mantinha suas verdades (e suas fantasias) numa redoma, e isso a livrava de uma existência vulgar, mas que graça tinha? Resolveu um dia comentar sobre o assunto com o marido, que achou muito estranho ela reivindicar mais liberdade de expressão. Ora, manter-se entre parênteses era um charmoso confinamento. Minha linda, você é uma mulher que guarda a sua alma. Um dia ela acordou e descobriu que não queria mais guardar a sua alma. Não queria mais ser um esclarecimento oculto. Ela queria fazer parte da confusão. Mas, minha linda... E não quis mais, também, aquele homem entre aspas. (Martha Medeiros)

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Por: admin


autor Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o nível intelectual, cultural e, principalmente, liberal de sua mulher, namorada e etc. Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: corneado. Saiba de uma coisa… esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu chifre em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma mulher moderna? A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante… É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços… É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda… Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer… Assim, após um processo investigatório junto a essas mulheres modernas pude constatar o pior: VOCÊ SERÁ (OU É???) corno, a menos que: - Nunca deixe uma mulher moderna insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes adivinhatórios. Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. - Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol…) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de chifrudo. As mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente cheias de amor pra dar e precisam da presença masculina. Se não for a sua meu amigo… bem… - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As mulheres modernas têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)…bom, nem precisa dizer que se não for com você… - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? Nem pense em provocar ciuminhos vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um chifre tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS comedor do que você…só que o prato principal, bem…dessa vez é a SUA mulher. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem… de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece…Quando você reparar… já foi. - Tente estar menos cansado. A mulher moderna também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - dar uma, para depois, virar pro lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em baladas, se pegando em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A mulher moderna não pode sentir falta dessas coisas…senão… Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão quem não dá assistência, abre concorrência. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas… proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele bonitão que vive enchendo-a de olhares… e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você! (Arnaldo Jabor)

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Por: admin
autor Mas as mulheres modernas estão demais... Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, a realidade. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma mulher moderna? A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde e nem tem tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes, mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que esteja errada e de correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo investigatório junto a essas mulheres modernas pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É???) corno, a menos que: - Nunca deixe uma mulher moderna insegura. Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes adivinhatórios. Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. - Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é asssinar atestado de chifrudo. As mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente cheias de amor pra dar e precisam da presença masculina. Se não for a sua meu amigo... Bem... - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente.. Mas não finja satisfazê-la. As mulheres modernas têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 25 aos 55 anos, elas pensam, e querem fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? - Nem pense em provocar ciuminhos vãos.. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um chifre tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS comedor do que você... Só que o prato principal, bem... Dessa vez é a SUA mulher. - Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... De repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... Já foi. - Tente estar menos cansado. A mulher moderna também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - dar uma, para depois, virar de lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em baladas, se pegando em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A mulher moderna não pode sentir falta dessas coisas... Senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas. Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber, disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele bonitão que vive enchendo-a de olhares... E vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!! Quem não se dedica se complica. Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI APENAS SE VINGA (Arnaldo Jabor)

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autor (...) Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo concordo com o mundo que ela é muito gostosa. E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo hmmmmm delícia já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. Bater o dedinho do pé na quina, futebol pelo rádio, pessoas felizes demais, mania de batuques (sim, foi para você), cigarro enquanto eu tô comendo (ou a qualquer hora), mau atendimento em restaurante (ou em qualquer lugar) e pessoas que não sabem chupar laranja ou tomar sopa sem sonoridades. Odeio quem ignora a necessidade do desodorante. Flanelinhas, patricinhas, nominhos carinhosos para o namoradinho e frases carinhosas para o namoradinho no diminutivo. Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. Odeio homossexuais enrustidos que usam a desculpa para não pegar uma mulher ah, eu só pego de modelo pra cima. Odeio homens. Toques de celular personalizados, tatuagem tribal e a nova moda das atrizes-modelos-manequins de tatuar as inicias do namorado da semana. Odeio bunda muito grande porque bunda muito grande é coisa de pobre. Odeio minha bunda ser pequena e eu ser pobre. Odeio ter vontade de fazer cocô logo depois que eu tomei banho. Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. Odeio que me mandem falar mais baixo e odeio que falem alto. Odeio que me olhem e que não me vejam. Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase eu vou no super, comprar umas cervas para o churras. Odeio a vontade que eu sinto de rebolar quando escuto aquela imbecil da Britney Spears, odeio ter chorado no Titanic. Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas ele ia me achar muito fácil. Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida. Odeio dúvidas. Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete e acordar cedo. Odeio aquele velho filho da puta me olhando na mesa ao lado, com três crianças penduradas no pescoço e uma mulher com culote comendo abacaxi para ajudar na digestão do javali. Odeio a típica família e suas árvores de Natal cheias de rancor, e os doces das tias cheias de rancor, e as crianças lindas correndo querendo que o priminho morra porque ganhou mais brinquedos. Prefiro virar a cara, prefiro cuspir, prefiro odiar, quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou. (Tati Bernardi)

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autor Teologia/1 O catecismo me ensinou, na infância, a fazer o bem por interesse e não fazer o mal por medo. Deus me oferecia castigos e recompensas, me ameaçava com o inferno e me prometia o céu; e eu temia e acreditava. Passaram-se os anos. Eu já não temo nem creio. E, em todo caso – penso – se mereço ser assado cozido no caldeirão do inferno, condenado ao fogo lento e eterno, que assim seja. Assim me salvarei do purgatório, que está cheio de horríveis turistas da classe média; e no final das contas, se fará justiça. Sinceramente: merecer, mereço. Nunca matei ninguém, é verdade, mas por falta de coragem ou de tempo, e não por falta de querer. Não vou à missa aos domingos, nem nos dias de guarda. Cobicei quase todas as mulheres de meus próximos, exceto as feias, e assim violei, pelo menos em intenção, a propriedade privada que Deus pessoalmente sacramentou nas tábuas de Moisés: Não cobiçarás a mulher de teu próximo nem seu touro, nem seu asno... E como se fosse pouco, com premeditação e deslealdade cometi o ato do amor sem o nobre propósito de reproduzir a mão-de-obra. Sei muito bem que o pecado carnal não é bem visto no céu; mas desconfio que Deus condena o que ignora. p. 86 Teologia/2 O deus dos cristãos, Deus da minha infância, não faz amor. Talvez o único deus que nunca fez amor, entre todos os deuses de todas as religiões da história humana. Cada vez que penso nisso, sinto pena dele. E então o perdôo por ter sido meu super-pai castigador, chefe de polícia do universo, e penso afinal que Deus também foi meu amigo naqueles velhos tempos, quando eu acreditava Nele e acreditava que Ele acreditava em mim. Então preparo a orelha, na hora dos rumores mágicos, entre o pôr-do-sol e o nascer e subir da noite, e acho que escuto suas melancólicas confidências. p. 87 Teologia/3 Errata: onde o Antigo Testamento diz o que diz, deve dizer aquilo que provavelmente seu principal protagonista me confessou: Pena que Adão fosse tão burro. Pena que Eva fosse tão surda. E pena que eu não soube me fazer entender. Adão e Eva eram os primeiros seres humanos que nasciam da minha mão, e reconheço que tinham certos defeitos de estrutura, construção e acabamento. Eles não estavam preparados para escutar, nem para pensar. E eu... bem, eu talvez não estivesse preparado para falar. Antes de Adão e Eva, nunca tinha falado com ninguém. Eu tinha pronunciado belas frases, como Faça-se a luz, mas sempre na solidão. E foi assim que, naquela tarde, quando encontrei Adão e Eva na hora da brisa, não fui muito eloqüente. Não tinha prática. A primeira coisa que senti foi assombro. Eles acabavam de roubar a fruta da árvore proibida, no centro do Paraíso. Adão tinha posto cara de general que acaba de entregar a espada e Eva olhava para o chão, como se contasse formigas. Mas os dois estavam incrivelmente jovens e belos e radiantes. Me surpreenderam. Eu os tinha feito; mas não sabia que o barro podia ser tão luminoso. Depois, reconheço, senti inveja. Como ninguém pode me dar ordens, ignoro a dignidade da desobediência. Tampouco posso conhecer a ousadia do amor, que exige dois. Em em homenagem ao princípio de autoridade, contive a vontade de cumprimentá-los por terem-se feito subitamente sábios em paixões humanas. Então, vieram os equívocos. Eles entenderam queda onde falei vôo. Acharam que um pecado merece castigo se for original. Eu disse que quem desama peca: entenderam que quem ama peca. Onde anunciei pradaria em festa, entenderam vale de lágrimas. Eu disse que a dor era o sal que dava gosto à aventura humana: entenderam que eu os estava condenando, ao outorgar-lhes a glória de serem mortais e loucos. Entenderam tudo ao contrário. E acreditaram. Ultimamente ando com problemas de insônia. Há alguns milênios custo a dormir. E gosto de dormir, gosto muito, porque quando durmo, sonho. Então me transformo em amante ou amanta, me queimo no fogo fugaz dos amores de passagem, sou palhaço, pescador de alto mar ou cigana adivinhadora da sorte; da árvore proibida devoro até as folhas e bebo e danço até rodar pelo chão... Quando acordo, estou sozinho. Não tenho com quem brincar, porque os anjos me levam tão a sério, nem tenho a quem desejar. Estou condenado a me desejar. De estrela em estrela ando vagando, aborrecendo-me no universo vazio. Sinto-me muito cansado, me sinto muito sozinho. Eu estou sozinho, eu sou sozinho, sozinho pelo resto da eternidade. p. 89 de O Livro dos Abraços (Eduardo Galeano)

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autor O homem mais bonito do mundo Uma vez eu conheci o homem mais bonito do mundo. Eu estava sentada no chão de uma festa com pocinhas. Toda festa de jornalista forma pocinhas, pode reparar. E ele veio falar comigo vai molhar a calça. Ah, mas vou mesmo. Se tratava do homem mais bonito do mundo, eu não tinha nenhuma dúvida. Quem poderia ser mais bonito do que ele? Javier Bardem? Não. Basta vê-lo no filme da cólera pra saber o potencial que ele tem pra feiúra. O Brad Pitt? Eu prefiro os morenos. O Jesus Luz? Acho fraco, ele tem aquele lapso de vergonha suburbana no branco dos olhos. Não gosto de homem que se sente devendo algo ao cosmos. Homem que faz pose de topo de cadeia alimentar mas sofre as dores de uma coluna ainda arredondada pelo começo da evolução. Enfim, tratava-se do homem mais bonito do mundo. E ele veio falar comigo. E eu estava sentada no chão. E ali mesmo trocamos uns beijos e telefones e confissões e eu lembro que, apesar de estar com muito sono e cansaço e desesperança com a vida, fiquei tentando descobrir o que um homem daquele nível supremo de beleza (um metro e noventa, olhos azuis, cabelos castanhos cacheados, ombros que iam até o Chile) tinha visto numa garota bem mediana que estava sentada no chão em um dos dias de menor brilho de sua carreira social. Apliquei o teste do cotovelo durante o beijo (a leve roçadinha sem querer pra saber se o membro promete ou não promete). Apliquei o teste da sapiência média (você comenta que quando você olha pro abismo, o abismo olha pra você, e espera pra ver se ele tem alguma cultura de filosofia de almanaque). Apliquei o teste da bobeira erudita, uma merda qualquer que você lança no ar tipo ai que vontade de chafurdar por essas lamas universais e se o cara for minimamente interessante ele compra a besteira e devolve uma outra melhor ainda. Se ele for um tapado ele ri e fala algo idiota tipo quero o mesmo que você está tomando e daí você sabe que está, novamente, sozinho no mundo. Como sempre. E ele, do alto de sua absurda e dolorosa beleza, foi tirando nota sete e meio em todos os quesitos. Devolveu uma besteira à altura, conhecia frases pessimistas perfeitas para uma noite estrelada e passou com certo louvor no teste do cotovelo. No dia seguinte, já pela manhã, chegou uma mensagem de texto do homem mais bonito do mundo quero te ver. E foi então que resolvi pedir ajuda. Juntei a mulherada em casa. E todas nós, em silêncio, começamos a googla-lo. Até que uma foto bem grande, dele só de bermuda, sorrindo, ocupou a tela inteira e o coração de todas nós. Algumas suspiraram. Algumas tiveram ataque de riso nervoso. Uma ficou bem irritada e foi embora. Outras me olharam com a miopia bem apertada tentando descobrir que é que eu tinha pra merecer aquilo tudo. Ele era realmente o homem mais bonito do mundo. Todas concordaram. Não existe homem mais bonito do que esse e talvez nunca existirá. E, ao que tudo indica, trabalhador, com amigos do bem, amante da natureza e das crianças. A ficha.com estava limpíssima. Mas você viu se ele…Vi, vi, sim, ele passou no teste do cotovelo. Burro? Não. Então o quê hein? Pois é, amigas tão honestas, eu também não sei o que ele viu em mim. Tentaram uma última explicação, olhando para os meus pés ah, vai ver ele gosta de sexo bizarro. É, vai ver. Outra explicou assim ah, tem tanto casal que a gente vê e não se conforma. Pois é. Fiquei quarenta e sete dias com o homem mais bonito do mundo. Todo mundo olhava pra ele. Homens, mulheres, velhinhos, crianças, cachorros, pombas, formigas. Ele poderia ter qualquer uma das anjinhas da Victoria’s Secret (caso além de perfeito fosse trilhardário também...não era o caso, mas era bem de vida) mas preferia estar comigo. Ele definitivamente não tinha nenhum problema sexual, aliás, muito pelo contrário: fazia parte do seletíssimo grupo de homens que, apesar de não fazer feio em medidas, são adeptos do sexo minimalista (aquele que sabe o valor da delicadeza pontual, ritmada, paciente e amorosa), entendia os filmes do Reserva Cultural e me explicava as palavras mais difíceis das músicas do Radiohead. Tudo ia muito bem até que um dia, na fila pra comprar uma bomba de chocolate numa rua de Higienópolis, eu resolvi explodir aquela relação. Ele era tão bonito que me...que me...que...sei lá. Lembro que na hora pensei algo assim ah, má vá ser bonito assim lá na puta queo pariu. E ele foi. (Tati Bernardi)

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autor O doçurinha Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida. Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver. Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!. Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase. O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei. Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade! Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim. No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você. Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã. Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades. Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é? E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando. Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver. (Tati Bernardi)

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autor O JEITO DELES O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito. A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso. Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca – ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente: não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto. E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir – sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça –, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo. Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo. (Martha Medeiros)

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autor O corpo reage ao coração ou reage à mente? 08/05/09 Estou tão cansada. Quase não tenho força. Hoje estou naqueles dias em que dá vontade de dormir e acordar dez anos depois. Você já ouviu falar em sono reparador? Queria dormir e acordar dez anos mais linda e dez anos mais burra. Interessa a você saber que estou apaixonada? Impressionante como essa palavra acorda os outros. Eu estou apaixonada, mas não é por uma pessoa. Estou apaixonada pela lembrança de algo leve, solto e rápido, como uma bola de gás que escapa da nossa mão e passa a ficar cada vez menor e mais distante. Estou apaixonada pelo impacto da vida, por um tiro certeiro e bem mirado, pelo arrebatamento provocado pelo descuido das minhas defesas. Quem está no comando dentro de nós? Andei flertando com o perigo e no entanto o perigo estava dentro de mim, dentro desse coração que empacou nos 15 anos, aquela época em que eu era uma velha e acreditava no amor. Toda mulher romântica é uma idosa. Não acredito que eu tenha caído nessa cilada, me apaixonar por uma situação. Por que não estou apaixonada por alguém, estou apaixonada por algo. Algo completamente inatingível. Estou apaixonada por marcar encontros, por receber mensagens safadas, emails, por estacionar olhando pros lados, temendo ser reconhecida. Apaixonada por entrar no apartamento de um estranho, por tirar a roupa, por gozar com um estranho. Apaixonada por aquilo que inspira os filmes B e os romances vendidos em banca. Quem está no comando, me diga? É claro que ele tem rosto, nome e sobrenome. Mas isolado, longe do cenário, ele não me comove. Ele me comove acionando em mim a outra, aquela que só deixo sair da casca de vez em quando. Ele é o xerife que dá liberdade condicional ao meu lado fora-da-lei. Se o xerife desiste da brincadeira, ela precisa voltar pra sua prisão domiciliar. Não me venha falar de outros namorados, não me interessa uma transferência imediata, seria simplista demais. Quero o circo todo a que tenho direito: sedução, fantasia, tempo. Quero um romance longo, quero intimidade. Fazer cena de ciúme, terminar, voltar, amar, brigar de novo, telefonar, pedir desculpas, retornar. Amantes bem comportadas são um tédio. Se eu estivesse no comando, pinçaria do meu caderninha meia dúzia de frases que liquidariam a questão. Foi bom enquanto durou. O destino sabe o que faz. Tudo tem seu preço. O show deve continuar. Este tipo de clichê. Mas quem está no comando é ela, a que não quer voltar pra cela. Rebelião no presídio feminino: ela fugiu do meu controle. Ela é romântica como uma adolescente. Visceral. Caótica. Ela chora como uma menininha. Cria diálogos tão convincentes durante suas madrugadas insones que chega a acreditar que eles aconteceram. Viajandona. Doce. Áspera. Virginal. Ela me enlouquece. Ela determina a hora de voltar pra casa, e eu aguardo por ela com uma ansiedade quase sexual. Quem está apaixonada? Ela por ele? Eu por ela? Ou tudo não passa de um sentimento solto, sem dono, caçoando de todos nós? (Martha Medeiros)

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autor O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito. A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso. Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca ¿ ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente: não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto. E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir ¿ sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça ¿, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo. Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo. (Martha Medeiros)

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