Frases de Boa noite para Alguem Especial



autor Cadê a tampa da minha panela, o chinelo do meu pé cansado, a metade da minha laranja? Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem: desencana que uma hora ele aparece. O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado. Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo. Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição image bank não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim. Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas. Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos. É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado. Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo). E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de é esse!. Como será sentir isso? Eu sempre sinto que pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse.... Não, isso tá errado. Quero sentir que é esse. Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de essa mulher é única. É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto! E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor. (Tati Bernardi)

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autor Ó DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa. Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer. Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas. Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro. Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar. Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir. Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo. Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas. O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito. (Padre Fábio de Melo)

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autor Sou exatamente o menino que aos nove anos foi declamar um verso de Antero de Quental e se perdeu. Positivamente, não posso ser apresentado a Satanás: como André Gide, sofro a tentação de entender as razões do adversário. Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto. O único erro humano que merece a pena de morte é o de revisão. Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto. Para mim, domingo sem missa não é domingo. Quem me garante que Jesus Cristo não estaria hoje na estatística da mortalidade infantil? Todo mundo que cruzou comigo, sem precisar parar, está incorporado ao meu destino. Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados (vide Milton Campos) pedem desculpas, têm dor de cabeça e se retiram. Intelectual na política é quase sempre errado. É sempre errado. A práxis não deixa espaço para pensar; pensar é muito sutil, enrascado, complexo, multiplica as alternativas. Deus é humorista. Há um lado pobre-diabo em mim. Os pobres-diabos logo farejam e se irmanizam, me perseguem, não me largam. Sou jornalista, especialista em idéias gerais. Sei alguns minutos de muitos assuntos. E não sei nada. Aproximei-me do espetáculo político pelo que há nele de fascínio humano. A política talvez seja uma forma de tentar driblar a morte. A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo. Devo ter sido o único mineiro que deixou de ser diretor de banco. Devemos a Graham Bell o fato de estarmos em qualquer lugar do mundo e alguém poder nos chatear pelo telefone. Patrão de esquerda só é bom até o dia do pagamento. A morte é noturna. À noite, todos os doentes agonizam. Sou autor de muitos originais e de nenhuma originalidade. O humour é a grande expressão, o melhor canal para dar notícia da vida, da nossa tragédia interior e exterior. Sou leitor atento da página fúnebre. Tem mais gente conhecida nossa do que a coluna social. Há em mim um velho que não sou eu. (Otto Lara Resende)

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autor Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas. Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro. Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar. Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir. Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo. Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas. O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito. (Pe. Fábio de Melo)

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autor - Sobre todos aqueles que ainda continuam tentando, Deus, derrama teu sol mais luminoso. - E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. - Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. - (…) Escutei uma espécie de silêncio. Que talvez estivesse dentro de mim. - Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? - Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. - Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem. - Eu queria que não fosse assim, que não tivesse sido assim. Mas não consegui evitar. - É dificil aprisionar os que têm asas. - E lembro tão bem que ainda que não tivesse sido ontem, continuaria sendo ontem na memória. - Rezo a Deus, pedindo não cargas mais leves, e sim ombros mais fortes. - É que sempre que penso em ser feliz, você me vem a cabeça. - Que o teu afeto me afetou é fato. - E se eu te olhar cem vezes, acredite, em cada uma delas estarei me apaixonando um pouco mais. - Não sei fazer jogo social. Até saberia, mas não me interessa, tenho preguiça. - Finalmente algo de bom no Youtube, VEJAM: migre.me/7Kd5O - Uma coisa que eu aprendi na vida: Deus não te tira as coisas, ele te livra delas. - Eu te amo virou uma frase tão romântica quanto me passa o açúcar. - Eu sinto ciúme quando alguém te abraça, porque por um segundo essa pessoa está segurando meu mundo inteiro. - Amanhã é outro dia, aprendi isso ontem. - Nunca, jamais diga o que sente. Por mais que te doa, por mais que te faça feliz. Quando sentir algo muito forte, peça um drink. - Eu vou deixar pra lá, fingir que esqueci, agir como se não importasse. O que é verdadeiro, volta e quem tem que ficar, fica. - E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. - Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas) eu coloquei dentro de uma caixa. E joguei fora. - Uma coisa que eu aprendi na vida: Deus não te tira as coisas, Ele te livra delas. - Você é um(a) idiota. É um(a) babaca cretino(a) e sabe disso. Você frusta todas as expectativas que eu já tive em relação à alguém pra mim. - Se a vida é um circo, serei eu o palhaço? - Engole teu coração e se ama por dentro. - Uma dose de amnésia, e duas de desapego, por favor. - Sabe quando você lembra do sorriso dele, e involuntariamente você sorri também? Então.. - Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais. - Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudades, de vez em quando. Quando penso que poderia ter sido diferente. - Sabe o tal do amor-próprio? Então, tô ficando com ele e nossa relação anda ótima! - Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. - Eu dizia que gostava de você, que sentia saudade de você, que eu precisava de você, que eu não conseguia viver sem você. Mas não era amor. - Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonhos demorados, quanto minhas insônias insuportáveis. - Meio sem esperança, as ilusões despedaçadas, o coração taquicárdico, língua seca, e continuando. Continuando. - O que é seu encontrará um caminho para chegar até você. - Eu queria que em um dia qualquer, você chegasse de fininho, me abraçasse apertado e dissesse: Senti sua falta. - Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito. - Uma pessoa não precisa estar a vida inteira ao seu lado para se tornar única e inesquecível. - Nunca se esqueça: quando um capítulo termina, outro começa. - Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. - Hoje, quero passar dos limites da aparência e achar o que há de mais lindo no coração. - Bonito mesmo é essa coisa da vida: Um dia, quando menos se espera, a gente simplesmente supera. - E quem pode comigo, quando eu digo tudo que sinto? - Tem coisas que a gente vai deixando de ser e nem percebe. - Ô menina, veja bem… Ouça uma boa música, leia um bom livro e bola pra frente. Pode parecer clichê, mas funciona. Vá por mim. - Fé, cabeça erguida e esquece as maldades do mundo. - O tempo tem uma forma maravilhosa de nos mostrar o que realmente importa. - Choro sozinho no escuro, e você não enxuga as minhas lágrimas. - Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto. - Se não brilha mais, não insista. Lâmpada queimada não se arruma. Se troca por outra. - Pegue tudo a que você tem direito, e nós temos direito a absolutamente tudo de bom. - Eu ando fingindo muito. Finjo que não importo, finjo que não quero, finjo que não sinto, finjo que não vejo, finjo que esqueço. - Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. - Sempre chega um momento em que até o bom se torna insuportável. - Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. - Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda. - Vamos fazer assim: você não existe, que eu não te desejo. - Força e fé. Dai-me força, dai-me fé e dai-me luz. - Nada é eterno. O café esfria, o cigarro apaga, o tempo passa, as pessoas mudam… - O tempo corre e a gente vai descobrindo jeitos de se proteger. - Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão! - Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras – e por tudo isso, ando cada vez mais só. - E eu serei forte, mesmo se tudo der errado mais uma vez. - E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. - Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. - Talvez, ele volte. Ou não. - Talvez, ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. - Já chorei muito, já doeu muito esse coração… - Resolvi ser feliz porque é melhor para a saúde. - Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonhos demorados, quanto minhas insônias insuportáveis. - Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. - Sabe de uma coisa? Eu desisto das pessoas. - Existe sempre alguma coisa ausente. - É em você que eu penso, é de você que eu gosto, é pra você que eu volto… Sempre. - Eu não quero viver longe de você. Digo, viver sem falar contigo, sem saber como foi o seu dia, o que você fez, como esta se sentindo. - Meu medo não é te perder pra alguém melhor… É te perder pra alguém que não te ame tanto quanto eu. - E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. - Não vou atrás de ninguém. Não mais. Eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. - Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais. - Acalma esse coração, pequena, que desespero nunca resolveu problema. - Às vezes, sinto falta, às vezes, acho que é um alívio estar longe... - Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. - Hoje eu só queria ouvir: eu te procurei pra saber se você está bem. - Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto. - Ultimamente não estou esperando coisas boas, e nem ruins, de nada e nem de ninguém. Por mim, tanto faz, cansei de criar falsas expectativas. - Sabe o tal do amor-próprio? Então, tô ficando com ele e nossa relação anda ótima! - Se não fosse amor, não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. - Se não brilha mais, não insista. Lâmpada queimada não se arruma. Se troca por outra. - Parei de trabalhar. Parei de ser e de fazer qualquer outra coisa além de esperar que ele voltasse. - E Deus continua sussurrando: Não desista, o MELHOR ainda está por vir. - Eu queria que em um dia qualquer, você chegasse de fininho, me abraçasse apertado e dissesse: Senti sua falta… - Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. - Eita, que menina doida! Fala sozinha e ama também. - Todo mundo tá comentando: migre.me/7HhW3 =o - Para provar novos chás, é preciso esvaziar a xícara. - Aquilo que não te acrescenta, em nada te fará falta. - Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. - Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras - e por tudo isso, ando cada vez mais só. - Sempre acabava gostando das malditas pessoas e todas as suas loucuras. - Eu ando tomando o rumo certo agora, me deseje sorte. - Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade. - Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. - Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém. - Não choro minhas perdas, nem temo a inveja e o olho gordo que me rodeiam. Sou de deus, quem não é que se cuide. - Nada é eterno. O café esfria, o cigarro apaga, o tempo passa, as pessoas mudam… - Seus olhos eram de desilusão, de cansaço. Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão ter de destruir uma a uma. - Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz. - Você se foi e eu afundei numa melancolia de dar gosto. - Que comece agora e que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. - Foi por não ser vela que o vento não apagou. Era vagalume, tinha uma vida inteira pra brilhar! - E te cuida, por favor, te cuida bem. Não é porque estás longe que não te quero bem. - E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam dores desnecessárias. - Talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. - E apesar do meu medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade. - Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. - Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. - Então me sinto protagonista de um filme chamado: Criaturas que o mundo esqueceu. - Sobre todos aqueles que ainda continuam tentando, Deus, derrama teu sol mais luminoso. - Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam. - Força e fé, repete comigo: dai-me força e dai-me fé, dai-me luz. - Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz. - Pode parecer meio ambicioso, mas gostaria de ajudar a transformar este mundo numa coisa melhor. - PRA QUEM TEM AENTRE 13 À 25 ANOS: migre.me/7Gq7T - Desnecessário é sofrer por alguém que você sabia que nunca iria dar certo. - Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que poderia ter sido diferente. - E eu serei forte, mesmo se tudo der errado mais uma vez. - Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras; e por tudo isso, ando cada vez mais só. - Então me sinto protagonista de um filme chamado: Criaturas que o mundo esqueceu. - Aprendi a gostar de viver e ser feliz. - Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. - Essa morte constante das coisas é o que mais dói. - Não se permita entristecer por nada, nem por ninguém. - O futuro é um abismo escuro, mas pouco importa onde terminará a minha queda. - Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto. - Aquilo que não te acrescenta, em nada te fará falta. - Não sei fazer jogo social . Até saberia ,mas não me interessa , tenho preguiça. - Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. - Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor. - aço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. - Eu ando tomando o rumo certo agora, me deseje sorte. - Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém pre(enche). E penso e repenso e trepenso em você. - Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa. (caio fernando de abreu)

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autor A gente quase completou um ano de namoro, quase. Faltou um mês ou um pouquinho mais, não lembro. Mas hoje, sem mais nem menos, completamos um ano de separação. Ano passado essa hora, exatamente a essa hora, eu lembro bem. Eu estava no show do U2 que você não quis ir comigo e me ocupava em perguntar, de dez em dez segundos, e de dez em dez pessoas, quando é que você iria me ligar e dizer que tinha pensado melhor. Quando? Você nunca ligou, nunquinha. E eu esperei, esperei, esperei tanto tempo, nossa, como eu esperei. Acho que eu nunca esperei tanto nada em toda a minha vida. Outro dia a Myla me perguntou o que você tinha me ensinado. A gente estava conversando sobre os legados que as pessoas deixam em nossas vidas e ela quis saber qual tinha sido o seu. O coiso me ensinou a gostar de MPB e cinema europeu, o outro coiso me ensinou a gostar de sexo e restaurante caro. Teve o coisinho que me ensinou a ser engraçada e jogar frescobol. E você? Que raios me ensinou? Fiquei sem saber na hora, fiquei sem saber o que responder para a Myla. Mas hoje, no nosso aniversário de um ano separados, posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer. Eu nunca, nunca, em vinte e sete anos de vida, tinha sofrido. Nunca. Claro, eu odiava ver meus pais quebrando o pau quando era criança, mas eu lembro que eu, pequenininha, pensava: um dia um príncipe vai me levar para longe dessa casa com gente louca que fuma demais, berra demais, desmaia e chuta vasos. Eu sofri também na escola, quando para alguém me enxergar eu tinha de promover bizarrices. Mas eu era muito nova para me separar das bizarrices e acabava também chamando a minha atenção: será que eu sou bizarra? Depois, em casa, quando eu dobrava direitinho o uniforme para o dia seguinte e me sentia um papel de parede bege que ninguém entende pra que serve, eu pensava: um dia um príncipe vai me levar pra longe dessa falta de vida, dessa falta de beleza, dessa falta de compreensão, dessa falta de cor, dessa falta de sei lá o que porque eu era novinha demais pra saber o que faltava. Esperar o raio do príncipe sempre disfarçou minha dor, sempre me refugiou dela. Mas quando você, no dia 20 de fevereiro de 2006, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. Pela primeira vez a realidade falou mais alto que a fantasia. Pela primeira vez a realidade da sua ausência falou mais alto que a fantasia de anos a sua espera. Sofri pra caralho, como diz por aí quem sofre pra caralho. Mais do que livros cabeças, músicas bacanas, frases inteligentes, lugares descolados ou posições sexuais, você me ensinou o que realmente importa aprender nessa vida: que a vida pode ser uma grande, imensa e gigantesca merda. É, ela pode ser. E que não existe porra de príncipe porra nenhuma. Que nem ninguém e nem nada pode te levar para longe de nada. É isso e pronto. E é assim pra todo mundo. E pronto. Qual o drama? A dor infinita dos dias infinitos que vieram depois do dia em que você se foi pra sempre veio misturada com toda a dor que eu não senti em todos esses anos. A dor do seu pé na bunda trouxe vasos jogados, bitucas eternas de cigarros em longas discussões pesadas, tardes perdidas em odiar o mundo, cabeças viradas, corredores frios, papéis de parede beges e grupinhos festivos e fechados. A nossa dor acabou sendo toda a dor que fazia fila em mim para ser sentida. E já que a porta pra realidade estava aberta, por que não sofrer também pelas criancinhas carentes, os países em guerra, a estupidez humana e a dor das juntas da minha mãe? Por que não sofrer pela condição das favelas, das prisões e da Terra? Por que não temer o aquecimento global, o ácido dos limpadores de vidro na Henrique Schaumann e as frases do Clodovil? A dor da sua partida trouxe toda a dor do mundo. De uma só vez. Mas agora já passa da meia noite. Não é mais nosso aniversário de fim e, pra te falar a verdade, eu já não sofro mais o nosso fim faz tempo. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe. (Tati Bernardi)

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autor Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor ? São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno ? Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão. Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado. Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM. Romeu não saia sexta feira a noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00 da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estria e celulite e histérica com muita coisa para fazer. Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha. Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado. Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu. Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela. Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança. Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu. Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com uma camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha. Por estas e outras que eles morreram se amando. (Martha Medeiros)

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autor RELAÇÕES VIRTUAIS Fui absolutamente rendida pelo poder das relações virtuais. Acredito que é possível conhecer alguém por e-mail, se apaixonar por e-mail, odiar por e-mail, tudo isso sem jamais ter visto a pessoa. As palavras escritas no computador podem muito. Mas nem sempre enxergam a verdade. São sete horas de uma manhã chuvosa. Você não dormiu bem à noite. Põe pra tocar um som instrumental que deixa suas emoções à flor da pele. Vai para o computador e começa a escrever para alguém especial as coisas mais íntimas que lhe passam no coração. Chora. Escreve. Olha para a chuva. Escreve mais um pouco. Envia. São onze horas da noite deste mesmo dia. O destinatário da sua mensagem está dando uma festa. Todo mundo fala alto, ri muito, rola a maior sonzeira. Ele pega uma cerveja e dá uma escapada até o computador. Abre o correio. Está lá a mensagem. Um texto longo que ele lê com pressa. Destaca algumas palavras: a saudade é tanta... sozinha demais... dividir o que sinto... Papo brabo. Responderá amanhã. Deleta. Alguém pode escrever com raiva, escrever com dor, escrever com ironia, escrever com dificuldade, escrever debochando, escrever apressado, escrever na obrigação, escrever com segundas intenções. Nada disso chegará no outro lado da tela: a pressa, a hesitação, a tristeza. As palavras chegarão desacompanhadas. Será preciso confiar no talento do remetente em passar emoção junto de cada frase. Como pouquíssimas pessoas têm esse dom, uma mensagem sensível poderá ser confundida com secura, tudo porque faltou um par de olhos, faltou um tom de voz. Se você passou a desprezar alguém, pode escrever não quero mais te ver. Se você ama muito alguém, mas a falta de sintonia lhe vem machucando, pode escrever não quero mais te ver. Uma mesma frase e duas mensagens diferentes. Palavras são apenas resumos dos nossos sentimentos profundos, sentimentos que para serem explanados precisam mais do que um sujeito, um verbo e um predicado. Precisam de toque, visão, audição. Amor virtual é legal, mas o teclado ainda não dá conta de certas sutilezas. (Martha Medeiros)

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Por: admin
autor Palavras ao Vento Eu sempre acreditei na vida, desde muito pequeno, que existem pessoas na nossa história que elas são tão fundamentais, mas tão fundamentais que a gente não pode mais dizer um nome sem que a gente lembre do nome dela. A gente identifica os verdadeiros amigos, as pessoas essenciais na nossa vida no momento da muita alegria ou no momento de muita tristeza: são esses dois extremos que são capazes de revelar quem a gente ama de verdade. Quando você está alegre demais, aquelas pessoas que você gostaria de tê-las ao seu lado vendo as coisas que você está vendo. Quando você está triste quais são as pessoas que você gostaria que estivessem ali segurando a sua mão? Aí você verifica os seus verdadeiros amigos. Agora, por quê que eles ficaram? É um mistério! A gente nunca sabe dizer porque aquela pessoa ficou amiga da gente. Talvez porque ela tenha tido uma sensibilidade maior que os outros não tiveram, talvez porque elas olharam pra gente de um jeito mais aperfeiçoado, porque tiveram mais paciência com a gente, tiveram mais calma. Não é assim? Os amigos que vão ficar pro resto da vida, a gente pode ter sido enjoado, mas eu sei que na hora que precisar deles eles vão está do meu lado. Só por isso a gente suporta os defeitos dos outros...porque a gente sabe que mesmo que eu esteja na miséria ela vai está ali do meu lado; mesmo que eu perca tudo que eu tenho (...) Eu achava engraçado porque as novelas mexicanas tem umas frases dramáticas (...) Tem uma frase de novela mexicana que eu sempre recordo, é uma que falava assim: Meu filho, aconteça o que acontecer nós nunca vamos deixar de te amar. E eu achava engraçado aquilo, mais cheio de significado. Dramático, né? Aconteça... Gente o que poderia acontecer de tão sério? Sei lá. De repente, você já não é o ser humano que você gostaria de ser. Que tenha dado tudo errado. E eu acho bonito isso, né? Não há condição para o amor nessa casa, aconteça o que acontecer. É aquela velha história: eu briguei com você,eu fiz tudo errado, eu te tratei mal, te destratei...eu fui injusto com você, eu te abandonei, mas de repente no meio da noite meu filho morre e você é a primeira pessoa pra quem eu tenho vontade de ligar. Isso é amor, não há outra chance! Eu não tenho medo que o outro não vá me receber, eu não tenho medo de que o outro vá me tratar mal, do mesmo jeito que o tratei. Eu não tenho medo de que o outro lado tenha resistência a mim. Não! O amor que eu sei que ele tem por mim é que me dá coragem de ligar no meio da noite e dizer: Eu preciso de você agora, mesmo que você não tenha tido a oportunidade de me ter ao seu lado no momento em que você precisava! (...) Isso é ser amigo de verdade, é quando não depende do tempo, de quantas vezes eu liguei pra você, quantas vezes eu fui atrás. Não, não, o laço que permanece, que independe do tempo. Que às vezes na correria da nossa vida, às vezes você não tem aquele tempo de cultivar, mas você sabe que ele está lá (...) Eu tô aqui! Cada vez que eu me recordo a necessidade de ter alguém ao meu lado eu me lembro dessa frase: Eu tô aqui! Eu não faço estardalhaço, eu não crio muito barulho, eu não tô dando notícia, mas eu estou aqui!!! O tempo vai passar, as coisas vão ficar diferentes, pode ser que eu não tenha oportunidade de está aí, pode ser que eu não tenha oportunidade de chegar a tempo, mas fique sabendo que eu estou aqui! Que bom que essa frase tem o poder de repercutir em quem ama e talvez quem ame nem sabe o quanto isso repercute, porque experimentar da misericórdia pelo lado dos fortes não sei se tem muita vantagem...Eu quero ver a gente saber experimentar a misericórdia pelo lado dos fracos, quando você precisa ser amado, quando você precisa ser elogiado, quando você precisa ser aquele que sai do lugar para pedir ajuda. Aí nessa hora, neste momento você possa ver que as coisas poderão ser resolvidas com aquela presença que você sabe que não muda, que está ali, alguém que lhe assegura está ali (...) Não sei qual a possibilidade que eu tenho de está na sua vida, não sei de que forma eu possa está na sua vida...pode ser que de uma forma concreta, pode ser que você me conheça (...) eu gostaria de dizer pra você (...) que eu gostaria de continuar estando aqui e dizer:Eu estou aqui (...)! (Pe. Fábio de Melo)

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Por: admin
autor O doçurinha Apesar de sua doçura ultrapassar sem nenhuma dó sua estatura, o doçurinha foi um dos maiores amores de minha vida. Um dia, de madrugada, liguei pra ele. Eu te amo porque existem poucas pessoas tão boas quanto você no mundo. E ele respondeu: não! Existem outras tantas, eu vou te mostrar!. O doçurinha não só era a pessoa mais doce e boa do mundo, como ainda vivia se predispondo a me ensinar a viver. Nos conhecemos numa festa. Numa roda de amigos. Ele, ao lado da mulher com a qual copulava quase que semanalmente, fixou os olhos esbugalhados em mim e começou a destilar sua doçura. As palavras saiam cheias de mel direcionadas a mim mas acertavam em cheio o pobre coração da moça bonita ao lado dele. Um clima sem graça se instaurava entre as pessoas. É isso mesmo? Ele está cantando outra mulher na frente da mulher (todos sabiam) que dormia com ele?. A roda esvaziou. Até eu sai da roda. Até a mulher ferida saiu da roda. Sobrou ele, sorrindo como se nada tivesse feito. Até porque, pobre rapaz tão distraído, puro e doce: ele nunca fazia nada! A maldade estava na mente dos outros. Ele apenas havia, como era de seu feitio, sido simpático, educado e fazedor de amigos. Sempre muito sabido, opinado e doce. A moça provavelmente chorou, como eu, sem saber, faria tantas vezes num futuro não muito distante daquele dia. Mas isso era a loucura típica das moças e as histórias apressadas que elas inventam. O doçurinha, impune por sua inteligência quase tímida, continuava aquele moço, aquele chuchuzinho de ser, aquele que perdoamos ao dizer: é uma figura!. Tempos depois, mais doce do que nunca, doçurinha mudou de país. Foi destilar seu mel e seu açúcar em outras bandas. Mas moço fofo que é, quis manter contato comigo. O que me fez sentir muito especial. Pois vejam, mesmo distante, ele passou a me escrever quase que diariamente. Sempre elogiando do desenho do meu dedão do pé até a última sinapse proferida de meus neurônios. Nunca vi moça mais inteligente e bonita. Enquanto dizia isso, muitas vezes mostrando seu pueril e bem intencionado rosto pelo Skype, doçurinha levava sua terna mão ao seu delicado pênis. Mas tudo era tão doce, vejam vocês, que eu até topava mostrar um tantinho de meus seios de acácias. Tratava-se do doçurinha, um homem bom e que me apresentaria pessoas também boas. Qual o problema não é mesmo? Eu estava há exatos sete meses sem olhar para o lado, fiel ao doçurinha que me dizia e aí, quando você vier morar comigo e tudo seguia bem. Ou quase. O problema do doçurinha nunca foi sua generosidade, hombridade ou caráter. Quanto a todas essas coisas, tratava-se de um exemplar masculino impecável. Seu único defeito era o celular. O aparelho muito velho e decadente, acho que um Iphone 4, nunca, jamais, em hipótese alguma, funcionava a noite. Doçurinha então me explicou que, o fato dele me ligar 56 vezes por dia e dizer coisas como eu acho que você é a mulher da minha vida e outras tantas como quando tivermos nossos filhos não significavam que nós estávamos juntos. Entende? E ele disse isso, meio que chorando, meio que sofrendo. Sempre tão sincero e honesto. Sempre doce, como era doce o doçurinha. E eu, claro, compreendi. E ainda agradeci. E ainda me desculpei. Ele tinha uma moça que ele apelidou carinhosamente de simples que fazia bacalhoadas para ele. Uma moça que não era assim perfeita como você e que, ele dizia, não cheirava bem como você, mas era o que dava pra ter lá, entende? Porque doçurinha, apesar de toda a sua evolução enquanto ser humano, tinha um pênis e tal. E precisava de moças e tal. Mas ele sofria, a voz sempre diminutivando as palavras ao final das frases. E seus e-mails, tão bonitos, que sempre terminavam com e saiba que eu sofro com isso mais do que você. E então, doçurinha podia sim ter uma namorada lá e me manter sonhando aqui com suas lindas frases, lindas músicas e lindos desejos. Por que não? Se ele é tão bom em me contar tudo, não é mesmo? Foi quando, mesmo mantendo nós duas em sua doce vida, ele foi visitar um amigo na Rússia. E, poxa, Tati, você não sabe, minha amada! Mas as moças aqui, poxa, são tão lindas e dadivosas. E assim, doçurinha desligou seu celular por quatro longos e tenebrosos dias. E eu, cagando nove vezes ao dia e vomitando outras duas, o perdoei ao final do seu turismo sexual. Afinal, poxa, ele nem tem trinta anos ainda. Tem que conhecer pessoas, fazer amor, amar. Tem que viver. Ah, doçurinha! Viva, meu amor! Não tem problema. Eu cagar e vomitar cinco vezes ao dia de tanto que dói é problema meu. Vamos focar na sua doce felicidade! Para minha grande alegria, um belo dia, ele anunciou: Não tenho nada pra fazer em São Paulo, mas estou indo SÓ por sua causa. Eram dez dias na presença da alma mais doce de todas e EXCLUSIVAMENTE para mim. Ele traria o violão e os livros e tantas sabedorias e piadas. E faríamos amor o tempo todo. E ficaríamos finalmente juntos. Afinal, a bacalhau, as matrioskas e sabe-se lá mais o quê, eram apenas distrações para que, doçurinha, não sucumbisse ao enorme amor que sentia por mim. No primeiro dia, logo cedo, doçurinha pulou da cama e tomou um banho longo e muito perfumado. Cantou. Estaria ele feliz porque tivemos uma longa e apaixonada noite de sexo selvagem? Secou o cabelo com meu secador, de modo a deixar sua franja muito bonita. Exagerou no perfume. Tudo isso só poderia ser pra mim. Mas não era. Doçurinha ia almoçar com alguns amigos e voltaria a tempo de irmos ao cinema. Umas cinco tô aqui. Mas, pobre e perdido rapaz, foi aparecer em minha casa às duas da manhã. Pálido, choroso, descabelado. Eu, no terceiro rivotril com água com açúcar, cinco quilos mais magra pela ânsia de vômito e assada de tanto cagar, fiz o quê? Ah, gente, mas era o doçurinha, certo? Perdoei. Ele, como bom moço romântico e doce e perdido e jovial e vitimado pelos mistérios do mundo e da carne, tinha tido mais uma de suas tantas e recorrentes recaídas pela moça paulistana que ele, sempre docemente, havia apelidado de sonsa. Uma ex namorada inesquecível. Ele dizia é meio burra, é meio nada, é sonsa, não chega aos seus pés, mas…mas…. Ele era moço romântico, confuso, sofredor. Portas não se fecham para doçurinha, ainda que tantas se abram. Doçurinha, mel puro, tinha muito açúcar para dar e receber. E, poxa, ele conseguia fazer com que todo mundo não só entendesse como respeitasse isso. E ainda pedisse desculpa. Tem razão, doçurinha. Não é porque você ESTÁ HOSPEDADO EM MINHA CASA E DISSE QUE VEIO SÓ POR MINHA CAUSA que eu vou brigar porque você apareceu as duas da manhã e estava com sua ex namorada. Me desculpe por ter ficado triste e vamos dormir abraçados. Vem, docinho, eu cuido de você. Alguns dias depois, doçurinha me convenceu de que deveríamos ir a uma balada. Eu tinha planejado cinemas, jantares românticos e muito sexo. Mas se doçurinha quer balada, vamos a uma! E fomos. E na festa, doçurinha estava que estava. Poxa, ele não via os amigos há tempos e tal. Ele tinha vindo a São Paulo por minha causa, mas… já que estava aqui. Então, deixa o doçurinha. Com os pés cansados porque, diferente da sua ex sonsa que não sabia muito como era pagar uma conta e nem carro dirigia (era tão doce a sonsa! Uma vez doçurinha me disse isso. Claro, com 12 anos eu também era), eu tinha três empregos e já eram cinco da manhã. Me sentei e, de longe, fiquei vendo doçurinha. Mas ele não me viu. Se passaram dez minutos. Se passaram quarenta e cinco minutos. Doçurinha não dava falta por mim. De repente, uma voz dentro da minha cabeça gritou: Tati, na boa gata, que porra você está fazendo aqui? Amanhã tu trabalha, mulher! Esse cara, porra, que que você tá fazendo com esse cara?. E como um robô de coração triturado eu me levantei e simplesmente fui embora. Ainda deu tempo de ver uma garota muito feia e nariguda dando em cima dele. E doçurinha, entre sua mulher magoada e uma garota X, preferiu ser doce com a garota X. Porque, vocês já sabem: ele é o doçurinha. Sempre gentil com as novas amizades. Uma vez doçurinha trouxe pra mim um doce típico de sua cidade. O licorzinho. Algo extremamente doce que implode na boca. E assim como seu doce típico, doçurinha começou a implodir em meu coração. Enjoar. Doçurinha e meu grande amor por ele começaram a morrer. Mas até hoje, vejam o poder desse homem, sinto vontade de ligar e pedir desculpas. Como pude ser tão louca e escrota e infantil com um moço tão bom e doce? Um pouco perdido sim, mas quem não é? E esse texto é justamente para isso. Me perdoe, meu amor. Por eu não ter suportado tanta felicidade, cumplicidade, carinho, cuidado, amor e respeito. Você sempre foi e sempre será doce demais pra mim. Você disse que iria me ensinar a ver como tantas outras pessoas no mundo poderiam ser doces como você. E realmente me ensinou. Depois de você, tudo ficou adocicado demais, tudo tem mel escorrendo, açúcar pingando. Sem dúvida ficou um pouco mais nojento viver. (Tati Bernardi)

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Por: admin
autor DIAS DESSES provavelmente terei vivido mais da metade da minha vida no século passado, daqui pra frente estou decidido nada será como tem sido um jogo já jogado, provavelmente ter escolhido este caminho só faz sentido sem pressa e para sempre, nalma da gente já existia cicatriz antes do corte, cinza antes do fogo, vida após morte... Nem sempre os numéros estão com a razão.Às vezes, os adjetivos se aproximam mais da verdade. Mas, na hora certa, 0,1,2,3,4,5,6,7 e 9 são ótimos companheiros. Tá te achando o máximo? Experimenta colocar teus anos de vida numa timeline mais abrangente. Não precisa ir muito longe, um único século basta. Garanto que os pés voltam ao chão rapidinho. Desde o início da minha saga de músico-amador-profissional, acompanhei várias mudanças drásticas (ah, que vontade de usar a palavra revoluções) na tecnologia de audio. Entre elas, a digitalização (que tirou do chão os pedais e empilhou os efeitos num rack) e o MIDI (um protocolo para teclados trocarem informação). Sem falar nos processos de gravação. Oops estúdio é papo de produtor. E produtor é quem transfroma música em produto. E eu sou músico. A revolução (pronto, usei a palavra) mais sintomática foi uma que não aconteceu.Na primeira metade dos anos 90, a revista Keyboard veio com uma capa definitiva:The Next Big Thing. Falava de uma nova tecnologia de sintetizadores. {Nos anos 60, se os sintetizadores analógicos queriam imitar o som de algum instrumento já existente, o resultado ficava tão distante que soava original. E ser original, acreditem, era do caralho! Com a digitalização, nos anos 80, abria-se uma estrada potencialmente infinita para a originalidade. Dando as costas a esta estrada, os sintetizadores começaram a ter, cada vez mais, sons que imitavam instrumentos já existentes: pianos, órgãos, cordas, metais e até Moogs e Oberheims (os teclados analógicos do passado). Criou-se um vácuo, um buraco negro. Uma época sem sons próprios.} A tal nova tecnologia anunciada na capa da Keyboard permitiria, além de copiar quaquer instrumento, criar instrumentos virtuais. Se bem me lembro, davam como exemplo uma flauta com 3 metros de comprimento. Kitsch, mas, pelo menos, promessa de novos sons. Só promessa. A revolução morreu na casca. O que pintou foi mais do mesmo: sons de piano elétrico (anos 40), sons de piano acústico (século XVIII), os sons que Keith Emerson tirava dos Moog e que Jon Lord tirava do órgão Hammond (anos 70), o som que Van Halen tirava de um Oberheim (anos 80) A guitarra ficou nos anos 60/70. Este instrumento ump! To the past.. ainda evoluiu até o início dos 90, com a sonoridade quase nerd dos shredders (caras que apostavam corrida nos braços das guitarras, os gatilhos mais rápidos do oeste). São desta época os últimos modelos a ter alguma relevância: Kramer, Parker Fly, Paul Reed Smith... O grunge acabou com os atletas da guitarra e suas armas letais. Voltou-se à época dourada das Fender, Gibson, Rickenbacker... É óbvio e, ainda bem, que há exceções nesta história que exponho de maneira tão generalista. Os sons têm significados técnicos (frequências, timbres) e culturais (quem usou, em que canções). Características inatas e adquiridas. Misturando estas duas perspectivas, coisas interessantes e inesperadas acontecem. Astor Piazzolla fez sociologia e piada quando disse que o bandoneon nasceu na igreja mas cresceu nos bordéis. Um dos sons mais sexys do mundo, a Clavinet Hohner usada por Stevie Wonder eletrificava o som do cravo (sim, o cravo do período barroco). O mesmo caminho foi feito pelo órgão Hammond: originalmente pensado para igrejas e lares recatados, se transformou num som tão maravilhosamante sacana quanto a guitarra. Taí o Deep Purple de Jon Lord e Ritchie Blackmore que não me deixa mentir. Smoke on the water, fire in the sky Peixe fora dágua, borboletas no aquário. Coisas fora do lugar. Inesperado e interessante. Como o mictório branco que Marcel Duchamp transformou em peça de museu. eu sei, a onda é teclado virtual, luvas com dedos é o normal,mas tenho ideias caminhando e onde ando faz um frio glacial.. Música sempre foi uma atividade social. Com o surgimento do walkman começou a individualização do que era coletivo. Na contramão, resta a praga dos caras que abrem o porta-mala do carro num posto de gasolina pra beber cerveja quente e ouvir a eguinha pocotó. Minha amiga tá atucanada procurando novos fones de ouvido. Quer o melhor som que seu dinheiro pode comprar. Me pediu dicas... não sei se ajudei. Por deformação profissional, os fones que uso se parecem mais com um árido raio X de tórax do que com uma bela pintura de torso. E são muito caros. Espero que minha amiga tenha encontrado as frequências graves que procurava. Ela tinha razão na sua atucanação: fones são mais importantes do que roupas. Mal posso esperar o início da temporada dos fashion weeks . Acompanho pela TV. Não os desfiles, pois não tenho talento para apreciá-los. O que me fascina é a cobertura especializada, os comentários, as entrevistas com estilistas. Nem na Academia Brasileira de Letras nem nas vanguardas do modernismo o verbo foi levado a limites tão longínquos. Me divirto muito. Numa dessas, ouvi essa: a coleção sintetiza a história dos Jogos Olímpicos e tudo que aconteceu na Rússia,dos czares ao comunismo. Impagável! E dê-lhe tendência pra lá e tendência pra cá. O termo é onipresente. Atrás desta palavra suave (que sugere possíveis caminhos), se esconde uma rígida lista de regras e imposições. Estou exagerando? Tente comprar uma calça sem bolsos nas pernas quando esta não for a tendência. Será tão fácil quanto comprar uma camisa do Renato Gaúcho na loja do Inter. Se for tendência, a calça com excesso de bolsos será inevitavel como uma camisa do Zico na loja do Flamengo. Dias desses perdemos um GreNal decisivo. Nos pênaltis! Nosso centroavante chutou a bola a perder de vista. Algumas horas mais tarde, Osama Bin Laden foi assassinado. Não lembro de terem usado a palavra assassinato. Eufemismos devem ter limpado a cena do crime. Ok, o cara era uma mala, mas, pelo meu dicionário, o termo seria esse mesmo. Por conta do meu fuso horário disfuncional (fruto do meu talento inato para trocar o dia pela noite e da minha rotina-sem-rotina de músico-amador-profissional), eu estava dormindo quando a notícia tomou conta do mundo. Quando acordei, a crer no relato, o corpo de Bin Laden jazia no mar havia algumas horas. A primeira mensagem que li no twitter dizia: pô, esta piada é velha! RT: Osama morreu por que foi atingido pela bola do pênalti que Borges errou. Menos de 24h horas depois, a piada já era velha? Era. Caraca! Dia desses vi, na capa do jornal, o desenho de um iPod andando de bengalas e usando cachecol, óculos e boina. O aparelho (tão inovador há tão pouco tempo) fora transformado num velhinho para ilustrar uma matéria que anunciava o iminente fim de seus dias. Caraca! Tempos velozes para as piadas e para a tecnologia. Hegemonia me irrita. Melhor: me dá sono. Melhor ainda: irrita E dá sono. Seja nas relações pessoais, nas inovações tecnológicas, na indústria cultural ou mesmo no futebol. Neste, se trata de ganhar, é claro. Mas acho bobagem o papo sobre quem tem o maior estádio, a maior torcida. Na indústria cultural, não é de agora o uso de metáforas bélicas: o filme foi um blockbuster. A música estourou. Rolou uma blitz de divulgação. Sintomático: guerra, hegemonia. Fico irritado e com sono quando, num piscar de olhos, o país inteiro começa a usar palavras em italiano macarrônico ou termos mal assimilados da cultura indiana por que assim falam numa novela da rede de TV hegemônica. O efeito manada não acontece só nas camadas mais populares. Teus amigos cultos começaram a falar de belle époque com uma sincronicidade estranha? Deve ser influência de um novo filme do Woody Allen. Segundo a tese tecnicista, tudo que pode ser quantificado pode ser comparado e aprimorado. O raciocínio pode servir para uma fábrica de parafusos, mas será que faz sentido para qualificar vinhos, restaurantes ou perfumes? Quando as mais importantes revistas especializadas começaram a dar nota numéricas (números com vírgula!) aos vinhos, a excitação do mercado foi evidente. Uma ferramenta para medir objetivamente o que é subjetivo. Quem realmente entende do assunto despreza estes rankings. Mas, pro mercado, funciona. E muito. Parece que as pessoas não estão interessadas na qualidade do vinho ou no prazer do jantar. Elas querem dizer que tomaram O MELHOR vinho e jantaram nO MELHOR restaurante. Querem estar no lado hegemônico. Existe o melhor beijo? Até pode existir, mas só na opinião de, no máximo, duas pessoas. O melhor beijo jamais será hegemônico. Acho que enveredei para este papo sobre hegemonia por que, enquanto escrevia este texto, na sala de embarque do aeroporto, um menininho puxou o pai pelo braço e, apontando para o meu laptop, disse: Eu queria um computador daqueles da maçã. São os melhores do mundo,pai!. Me deu vontade de dizer: não entra nessa, garoto! O melhor computador é o de quem tem as melhores idéias. Não . adianta entulhar as fotos de filtros bacaninhas que envelhecem e embelezam naturalmente a imagem. Nenhuma maquiagem esconde a falta de conteúdo. Bons fones, se possível. Boa música, sempre! PERGUNTAS QUE SONHEI RESPONDER RESPOSTAS QUE ESQUECI AO ACORDAR Por que pessoas que adoooooram minhas letras vivem mandando letras preu musicar? Será verdade que Ela não gostou do meu dente de ouro? Se são as pessoas mais escrotas que estão acertando profecias o mundo está ficando mais escroto? Por que Ela não gostou do meu dente de ouro? Qual é a droga que salva qual é a dose fatal? Alguém pode mudar de opinião sobre um dente de ouro? Onde estão os caras que desmaterializavam moedas de 10.000 reais? Se as moedas acima fossem de ouro, quantos dentes dariam? A vida é muito curta para vivermos sempre com o mesmo corte de cabelo ou curta demais para experimentarmos outros cortes? Vale a mesma resposta para relacionamentos amorosos? A vida é muito curta para torcermos só para um time ou curta demais para torcermos por vários times? Qual seu prato preferido? -O que estiver mais perto. (sonhei com esta resposta a vida inteira mas quem a encontrou foi H. D. Thoreau) .... Que tal???? aonde leva essa loucura? qual é a lógica do sistema? (Humberto Gessinger)

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